Tem novidade na loja! Os novos chapéus da coleção Elegância Atemporal já estão disponíveis na loja! Confira o Fashion Film da coleção nova:
Você sabe o que é ser elegante em qualquer época? Existem peças clássicas que foram elegantes e continuam sendo até hoje, e elas causam impacto visual na imagem de quem usa. Sempre existiram ícones como atrizes de cinema e celebridades que foram símbolo de elegância.
Esta coleção é inspirada em alguns desses ícones e divas retrô, entre os anos 30 e 60. São pillbox, mini pillbox, e outros modelos para nenhuma diva botar defeito!
O chapéu Pillbox fez
muito sucesso entre os anos 30 e 60, e se tornou um ícone do estilo pin
up. Eu fiz essa seleção de chapéus Pillbox que correspondem em
diferentes modelos. Clique no que você gostou para levar para casa!
Clique para conferir os acessórios da seleção que você gostou para levar para casa:
O estilo dos anos 40 foi, de certa forma, a continuação dos
anos 30. A grande maioria dos modelos populares de chapéus e acessórios da
década anterior continuou a ser usada. Por causa da guerra, os materiais eram
mais escassos. Por isso, modelos menores eram mais populares. Além disso,
muitos chapéus eram reutilizados e remodelados, além de muitas vezes serem
feitos com reciclagem ou reaproveitamento de tecidos de estofado e de terem
enfeites inusitados. O feltro continua muito utilizado. A tendência geral era
que os chapéus também fossem menos enfeitados.
Na França, onde os chapéus ficaram maiores e mais estranhos,
o patriotismo das mulheres que os usavam chegou a ser questionado. A
preferência, de um modo geral, era sempre por modelos menores e mais simples. E
o uso de um bom penteado.
Além dos elásticos e das tiras de tecido para prender os
chapéus, começam a ser usados pentes, presilhas e grampos para essa finalidade.
No entanto, a antiga forma de prender também não desapareceu da chapelaria.
Os voilettes continuaram a ser parte dos chapéus (e muitas
vezes até usados sem chapéu), e os enfeites mais comuns ainda eram fitas, laços
e flores. Também eram usados veludo e outros tipos de tecidos, além de pedras e
joias falsas. As penas exóticas deixam de ser usadas, pois estão em falta por
causa da guerra. Nesta época, as penas são muito menos usadas, e quando usadas,
normalmente são penas de animais domésticos tingidas. E aparecem em pequena
quantidade. A tendência dos chapéus era a simplicidade.
Era comum encontrar chapéus de todas as cores, e em cores
fortes, para compensar a diversidade e sobriedade de cores das roupas:
vermelho, laranja, rosa, amarelo (apesar de amarelo não ser usado em roupas e
não ser tão comum em chapéus, se fazia presente algumas vezes). Eram comuns
combinações de cores patrióticas, como azul, vermelho e branco, comum às cores
da bandeira de alguns países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, como EUA,
França e Reino Unido. Marrom, azul marinho, verde escuro e preto eram essencial
para o inverno, e muito populares.
Era comum encontar chapéus de todas a cores, inclusive em cores fortes
A tendência dos chapéus era a simplicidade
O chapéu dos anos 40 era visto como um acessório que poderia
animar os ânimos em tempos difíceis, durante a guerra.
As boinas
Assim como nas décadas anteriores, as boinas continuam em
alta: Beret, Tam Hat, e algumas vezes até mesmo o Newsboy hat masculino.
A Beret era confeccionada tanto em palha quanto em feltro. Em
diferentes estilos. Os Tam Hats eram confeccionados em feltro.
Diferentes modelos de boinas eram usados nos anos 40: Beret, Tam hat e Newsboy Hat
Diferentes modelos de Beret.
Pillbox
Surgido na década anterior e visto como sinônimo de
elegância, ele continua a ser usado nos anos 40, e mesmo das décadas
posteriores. Era comum que tivesse voilette. Alguns modelos tinham decoração
alegre, e outros eram minimalistas: nem mesmo eram decorados.
Era usado tanto no topo da cabeça, quanto em ângulo
inclinado. O modelo grande dos anos 30 continuou a existir, mas também começam
a surgir modelos de pillbox em tamanho mini. Geralmente presos com hatpins, os
chapéus pillbox podiam ser usados em qualquer ocasião, tanto durante o dia
quanto durante a noite.
Alguns modelos de Pillbox tinham decoração alegre
Outros modelos eram mais simples, e algumas vezes nem eram decorados
Nos anos 40, começam a surgir alguns modelos de Pillbox em tamanho mini.
Turbantes
Usados desde os anos 20 e 30, o turbante continua uma
tendência, principalmente por causa da escassez de materiais e de cabelereiros.
Na época, a revista Vogue definiu o turbante como o chapéu das americanas que
estavam na moda.
Uma boa solução para o dia de “cabelo ruim”, era usado tanto
em amarrações de lenços quanto em chapéus modelados em formato de turbante.
Muitas vezes, ataques noturnos deixavam as cidades sem água. A moda do turbante
cobria os cabelos sujos ou mal arrumados.
Era também uma boa solução para as operárias, que precisavam
prender o cabelo no trabalho para evitar acidentes. Em casa, ele escondia os
bobs usados nos cabelos. Nessas duas situações, eram usadas amarrações de
lenços.
Nos chapéus modelados, havia sofisticados formatos de
enfeites, com laços e pontas feitos a partir do próprio tecido. Os turbantes eram
feitos de uma variedade de tecidos e materiais, como algodão, rayon e veludo.
Apesar de um pouco exagerados, os turbantes da cantora Carmem Miranda também eram referência de moda durante os anos 40.
Diferentes modelos de chapéus turbante (modelados): Muitos formavam laços e enfeites a partir do próprio tecido.
Turbante: uma opção para o dia de "cabelo ruim"
Carmem Miranda: turbantes como referência de moda, apesar de exagerados
Cartwheel
Surgido na década anterior, o cartwheel ainda era usado nos
anos 40, especialmente como chapéu de verão confeccionado em palha. Mas o uso
desse modelo decaiu durante a guerra. Afinal de contas, a tendência era de
diminuir o tamanho dos chapéus, por causa da escassez de materiais. Ele
ressurge no pós-guerra, final dos anos 40, como um dos ícones do New Look, e sinônimo de elegância.
Durante os anos 40, esse modelo não costumava ter muitos enfeites.
Com a escassez de palha nos anos 40 (costumava ser importada
da Itália), muitas vezes era usada a ráfia ou tramas com fios de algodão
engomado. Também aparecem os modelos de feltro, em especial no período do
pós-guerra.
No final dos anos 40, o Cartwheel ressurge com um dos ícones do New Look.
Cloche
O cloche ainda era usado nos anos 40, mas não fazia o mesmo
sucesso. O modelo usado nessa época era uma versão mais quadrada, que lembrava
um pouco o bonnet vitoriano, já
surgido no final dos anos 30.
Cloche dos anos 40: era menos usado e costumava ser mais quadrado, lembrando um bonnet.
Juliet Cap ou Calot ou Coquinho
Esse chapéu, muito usado nos anos 20 e 30, continua em alta
nos anos 40. Normalmente eram usados na parte de trás da cabeça, presos com
grampos e pentes. Era um bom modelo para quando a mulher queria mostrar o
cabelo (ao contrário do turbante, que escondia o cabelo sujo ou desarrumado).
Costumava ser decorado com muitas flores e também com laços. Alguns modelos
possuíam voilette.
O Calot normalmente era usado na parte de trás da cabeça
Chapéus pequenos, Mini chapéus e chapéus masculinos
Na década anterior, já existiu uma tendência de produzir
chapéus menores e também de criar versões femininas para modelos masculinos,
especialmente por causa da crise econômica. Na época da guerra, durante os anos
40, com racionamento de materiais, não poderia ser diferente. Eram modelos
extremamente populares.
As versões femininas de modelos masculinos eram ligeiramente
menores, assim como nos anos 30. O uso desses modelos foi muito popular nos
anos 40, porque, na falta de insumos e de dinheiro, a mulher podia aproveitar o
chapéu do marido que foi para a guerra, e através de uma customização caseira,
ter um chapéu novinho. Fedora, Trilby, Homburg, Bowler e Panamá eram modelos
muito comuns. O material predominante dos modelos masculinos é o feltro.
Versões femininas de modelos masculinos continuaram a ser usadas
Alguns modelos de Homburg dos anos 40
O Boater e sua versão feminina, o Sailor Hat também
continuaram a ser usados, tanto em feltro quanto em palha.
Sailor Hats dos anos 40
Outro modelo masculino que foi usado algumas vezes pelas
mulheres, e já citado, foi a boina Newsboy hat.
Doll hats, os chapéus em miniatura, semelhantes a chapéus de
boneca (por isso o nome) eram muito usados. Em época de escassez, menos é mais.
Mini chapéu: Doll hat usado por Eleanor Parker
Começam também a surgir os primeiros half hats e casquetes
(modelos que fariam mais sucesso a partir do pós-guerra e dos anos 50), como
forma de confeccionar com pouco material. E ainda versões mini do chapéu
pillbox. Os pequenos chapéus eram confeccionados em palha, feltro, veludo e
outros tecidos. Muitos possuíam voilette, e a grande maioria geralmente era
presa com hatpins. Eram usados em ângulo inclinado.
Nos anos 40, surgem alguns chapéus pequenos sem abas, que no Brasil seriam chamados de casquetes
Chapéus vitorianos
Os filmes de Hollywood influenciaram a moda e trouxeram de
volta alguns modelos de origem vitoriana, como os Riding Hats (mini cartola) e o Bonnet.
O revival do Bonnet já havia surgido
na década anterior.
Revival do Bonnet nos anos 40.
Ridding Hats (mini cartolas) dos anos 40
Outros modelos de chapéus
Também foram usados outros modelos de chapéus, que não
tiveram o mesmo sucesso, mas também não passaram despercebidos. Podemos citar,
por exemplo, o Scottie hat, inspirado
em um chapéu militar masculino, e outros como: o Breton, o Bumper e alguns
modelos de Toque hat.
Modelo de Toque Hat dos anos 40
Scottie hat: inspiração militar.
Chapéu Breton
Outros acessórios
Assim como na década anterior, As mulheres também usavam snoods, redes de crochê para prender o
cabelo, e lenços. Para quem trabalhava nas fábricas, era uma vantagem extra, pois oferecia penteados seguros.
Os lenços eram usados com a amarração camponesa, também da
década anterior, assim como turbante e outras amarrações. Muitas vezes, o lenço
era usado como uma tira, ou mesmo era usada uma bandana, também nesse formato,
para prender o cabelo nas fábricas. Era o estilo “Rosie the riveter”. Vem daí a
referência da bandana pin up. Os lenços eram feitos de materiais diversos, como
algodão, rayon, seda e lã.
As mulheres contuavam a usar os snoods, especialmente porque também ofereciam penteados seguros para trabalhar nas fábricas.
A famosa bandana pin up.
Diferentes amarrações de lenço dos anos 40
A flor também foi um acessório muito usado no cabelo durante
os anos 40. Algumas vezes, as mulheres usavam uma flor grande sozinha, ou em
outras, usavam várias flores em tamanho menor. Elas enfeitavam e complementam
os penteados da época. E se tornaram um ícone do estilo pin up (assim como a
bandana). Muitas vezes, a flor era usada combinada com um broche de flor igual,
ao usar um traje semi formal. Os tipos mais comuns eram margaridas, rosas e
narcisos.
As flores enfeitavam os penteados da época
Flores usadas com voilette.
Além das flores, também eram usados laços de rayon ou veludo,
ou de algum outro tecido, em diferentes cores: vermelho, azul (em diferentes
tons), preto, verde ou branco. Arranjos de pequenos laços, algumas vezes
combinados com flores, eram usados por adolescentes e mulheres jovens. Mulheres
adultas, algumas vezes usavam laços, mas em tamanho maior, ou mesmo em formato
abstrato.