terça-feira, 20 de março de 2012

Estilo Pin Up



Cristina Aguilera e Gwen Stefani
Algumas celebridades trouxeram de volta uma moda antiga. Kate Perry, Dita Von Teese, Cristina Aguilera, Gwen Stefani, Katherine Heigl, Scarlet Johanson. Essas são só algumas das conhecidas pin ups modernas, adeptas de um estilo bem retrô, que lembra antigas divas como Rita Hayworth, Greta Garbo e Marilyn Monroe. Isso fez com que essa tendência de moda ficasse em evidência, e aparentemente, ainda não vai desaparecer tão cedo.


As pin ups eram sexy com um ar de inocência
 
Entre os anos 30 e 40, a arte pin up se tornou muito popular nos EUA. Essa arte retratava mulheres (normalmente em desenhos e ilustrações, mas também em fotografias) em poses sensuais, mas ao mesmo tempo, com um ar de inocência, longe da vulgaridade. As ilustrações eram feitas para pendurar, e por isso o nome “pin up”. O auge dessa arte foi nos anos 40, quando os homens lutavam na Segunda Guerra Mundial e levavam seus calendários e fotografias, para admirar belas garotas. A pin up mais famosa foi Betty Page, que ficou conhecida por suas fotos ousadas.

Para seguir essa moda, use calças, shorts e saias com a cintura um pouco mais alta, e não se esqueça de marcar bem a cintura. Para isso, você pode usar um cinto. Insinue bem suas curvas. Uma boa dica, além de marcar a cintura, é usar saias rodadas ou plissadas. Os tecidos mais comuns são Poá (bolinhas), listras, estampas de cerejinhas e xadrez vichy. O estilo Navy (náutico) e o rockabilly (dos anos 50) também têm tudo a ver com pin ups. Nos pés, o clássico scarpin, sapatos boneca, peep toes (dedos de fora) ou o sapato “Salomé”, também conhecido como “T-stripe”. Há ainda outros modelos que remetem à época.

Foto: Revista Capricho
No guarda-roupas de uma pin up, também não pode faltar lingerie sexy. Espartilhos, cinta-liga, meia 7/8 e muita renda. E nada de calcinha pequenininha, pois a lingerie da pin up passa longe da vulgaridade. Na maquiagem, delineador e batom vermelho. E nada de chapinha no cabelo! Elas usavam cachos, que você pode fazer com bobs, baby liss, e até enrolando com os dedos, ao estilo da cena de “O Pecado mora ao lado” (em que Marilyn solta os cachinhos que enrolou com os dedos e prendeu com grampinhos). A franja rolinho (rockability), turbante e lenço no cabelo também são alternativas. Para as bijouterias, invista em algo clássico e discreto, como as de pérolas. 
Na Madame, temos vários modelos de chapéus. Confira na nossa loja! www.madamevintage.com.br

Katherine Heigl e Scarlet Johanson

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Renda-se à delicadeza da renda!


A renda continua em alta. Já há algumas estações, ela se mantém como tendência e continua forte em 2012, não só para esse verão, já que apareceu também nos desfiles de inverno europeu. O tecido, extremamente feminino, é um padrão de orifícios e desenhos feitos à mão ou à máquina, e confere romantismo e sensualidade ao look, além de dar um ar retrô. A renda pode fazer parte de vários estilos, desde o rocker até o girlie, compondo um look mais romântico.

Aqui no Brasil, ela é muito conhecida como trabalho artesanal das mulheres nordestinas. Mas já foi um item de luxo. Acredita-se que a renda de bilros seja originária de Flandres, região da Bélgica, e a de agulha, originária da Itália. Mas há também quem acredite que os Fenícios já usavam a renda de bilros e que teriam sido grandes divulgadores do tecido, através de seu comércio. De qualquer forma, a renda ganhou expressão no Renascimento, período em que se espalhou por toda a Europa. No século XVII, ela se tornou um tecido de luxo e um importante artigo de comércio. As rendas feitas à maquina apareceram pela primeira vez em 1760.

Catarina de Médici
Nos séculos XVIII e XIX, os grandes núcleos de produção de renda de bilro se concentravam em Chantilly e Valencienses; enquanto a renda de agulha se concentrava em Veneza e algumas localidades da França, como Alençon e Argentan. Nessa época, a renda era restrita ao vestuário do Clero e da realeza. A moda foi levada à França pela rainha Catarina de Médici, e causou tamanho sucesso, com consumo desenfreado, que a renda acabou sendo proibida na época. Foi a partir daí que as cidades francesas se tornaram grandes centros de produção. No século XIX, com a revolução industrial, surge a renda de algodão, uma produção mais barata, que permitiu que ela deixasse de ser artigo de luxo. Nos anos 20, o tecido ressurge com toda a força.

No Brasil, a renda foi trazida pelos portugueses, e veio junto com a família real. No início, ela era confeccionada pelas freiras nos conventos, até que surgem as rendeiras na região nordeste, elaborando tramas confeccionadas com linho. Aos poucos, o ofício passou a ser ensinado de mãe para filha, e confeccionado com diferentes materiais, como algodão, seda, viscose e elastano. Assim como na Europa, o uso de materiais mais baratos tornou os preços mais acessíveis e fez da renda um tecido mais popular.

Na verdade, a renda nunca saiu de moda. É um tecido fácil de usar, e combina em com quase tudo, desde que usado com bom senso. Nossa sugestão é usar a renda em bijouterias, que podem ser usadas em qualquer look. Elas dão um ar feminino, romântico e delicado. Quer acompanhar essa moda? A Madame tem vários modelos de brincos, colares e pulseiras de renda. Entre na nossa loja para conferir!



Nossa loja mudou de endereço: www.madamevintage.com.br/


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