terça-feira, 29 de setembro de 2015

História da Bandana

Esse acessório, que nada mais é do que um lenço, tem se destacado ao longo das décadas, de diferentes formas. Seu uso começou no velho Oeste dos EUA. Ela nada mais era do que um pedaço de lenço, em formato triangular, com estampa cashmere, que os cowboys amarravam no rosto, para se proteger da poeira e do suor.

O uso da bandana começou com os
 cowboys do Velho Oeste.

Nos anos 20, ela ganhou outra cara. O estilista Paul Poiret se inspirou na cultura oriental e criou diferentes formas para as mulheres amarrarem lenços na cabeça. Muito usados na época, algumas vezes esses lenços apareciam de forma simples e em outras, com adornos e bordados.

Lenços usados nos anos 20.

As personagens Daisy, de "O Grande Gatsby,
e Lady Edith Crawley de "Downtown Abbey".

As atrizes Greta Garbo e Clara Bow.


Confira nosso video com dicas de como usar o lenço no estilo anos 20:




Nos anos 40, veio a Segunda Guerra Mundial, e com todos os homens fora de casa, as mulheres precisaram ir trabalhar na indústria. Nessa época, a bandana foi muito usada por dois motivos. Um deles é que faltavam insumos para que as mulheres fizessem os cabelos no salão, pois muita coisa estava em falta na época. Além disso, os cabeleireiros eram homens, e tinha ido para a guerra. O outro motivo era meramente por praticidade e segurança: prender os cabelos durante o trabalho na indústria. Trabalhar com os cabelos soltos representava um perigo real: eles podiam ficar presos nas máquinas. E assim, surge a estética da bandana pin up, eternizada pela figura de Rosie The Riveter, que aparecia em anúncios que convocavam as mulheres ao trabalho nas fábricas.

As mulheres usavam a bandana para proteger o cabelo
durante a jornada de trabalho nas fábricas.
Prender o cabelo nas máquinas era um perigo real.

Propaganda da Segunda Guerra Mundial,
convocando as mulheres ao trabalho na indústria.
À direita, Rosie the Riveter, que se tornou ícone da cultura pin up.

Confira nosso video sobre as nossas bandanas pin up:

No século XXI, essa estética ressurge, quando as mulheres resolvem se inspirar na estética pin up e retrô. Uma das adeptas mais famosas e ícone do estilo foi a cantora Amy Winehouse. Também já foi usada pela cantora Rihanna. As pin ups estilo rockabilly (que remetem aos anos 50) também costumam usar bastante a bandana. Nessa época dos anos 50, ela não deixou de ser usada, mas normalmente era usada como faixa para o cabelo. Outro uso muito comum do lenço nos anos 50 era amarrá-lo no pescoço.

A bandana aparece no estilo das mulheres do século XXI
que se inspiram na estética pin up

Faixas de cabelo usadas nos anos 50.
Amy Winehouse usando a bandana pin up.
As cantoras Rihanna e Gwen Stefani usando a bandana pin up.

Nos anos 60, a bandana é mais uma vez reinventada. O acessório foi adotado por Jimmy Hendrix na construção de seu estilo pessoal. Lenços com estampas psicodélicas eram os favoritos, bem ao estilo da época. Janis Joplin foi outra adepta, muitas vezes usando lenços mais parecidos com as bandanas originais. E assim, o acessório passa a fazer parte também da estética hippie. E continua presente no estilo hippie durante os anos 70.

Jimmy Hendrix e Jani Joplin difundiram o uso da bandana
 na cultura hippie, nos anos 60.

Nos anos 80 e 90, ela mais uma vez aparece no mundo da música. Axl Rose também aderiu ao acessório, amarrando diretamente na testa, dobrada em tamanho mais largo, e amarrada próximo aos olhos. A estampa mais uma vez era de cashmere, ao estilo cowboy. Tupac foi outro adepto, que costumava deixar as pontas para frente, lembrando até mesmo a amarração das pin up da segunda guerra.

Axl Rose e sua famosa bandana.

Tupac também usava a bandana.

Nos dias de hoje, a bandana continua sendo muito usada, em vários estilos e com inspirações em várias épocas diferentes. Ela é usada não só na cabeça, mas também no pescoço e até de outras formas inusitadas, como amarradas no pulso. Gostou? Passe na nossa loja e confira nossos lenços, faixas de cabelo e bandanas pin up: www.madamevintage.com.br

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Video: Dicas para usar o casquete


Confira no video as dicas para usar o casquete! Aproveite para se inscrever no nosso canal! (Clique aqui para se inscrever.) Ah, e não se esqueça de contar o que achou do video. Comente! Conte o que você quer ver nos nossos próximos videos e aqui no blog.



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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Madame Na Garupa da Vespa!

Clique aqui para conferir a postagem.

A Madame saiu no blog "Na Garupa da Vespa"! É uma postagem com dicas muito legais para as crianças que gostam do estilo retrô (Geralmente, elas curtem o visual da mamãe e do papai e querem aderir à moda também... Rs). A Madame foi indicada na lista de lojas que confeccionam produtos infantis com estilo retrô. Vale a pena ler a postagem, viu, gente? É bem legal! 
Confiram:
http://www.nagarupadavespa.com.br/2015/08/moda-retro-infantil.html
Confira nossos acessórios infantis:
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Site novo!


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Madame Vintage no Bazar Noir!



Nesse domingo (23 de agosto), a Madame estará no Bazar Noir, edição Pin Up! Vai acontecer no Rio de Janeiro, na Chopperia Brazooka e no Teatro Odisseia, na Lapa. Se você mora no Rio ou vai estar na cidade, não deixe de conferir o evento! Muitas atrações, com DJ, show da banda Fuzzcas, concurso de pin ups, stand de maquiagem, distribuição de cupcakes, desfile, exposição de fotos e feira erótica! Não é de graça, mas a entrada é bem baratinha: só R$ 5! Passe lá, se divirta e compre acessórios da Madame sem frete. Bata um papo comigo. Fica a dica para o dia 23. Espero vocês lá! 
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Você vai? Te espero lá!


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terça-feira, 16 de junho de 2015

Xadrez: as estampas que têm a cara do inverno

Entra inverno, sai inverno, e as estampas xadrez continuam fazendo sucesso. Algumas padronagens como o Vichy, continuam em alta mesmo no verão. Em vários estilos diferentes, o xadrez é um clássico. Você conhece a história do xadrez?

Segundo historiadores, a origem do xadrez pode ser traçada até a Idade do Ferro (700 a.C – 50 a.C), no norte da Europa, mais especificamente na região da Alemanha e da Dinamarca. Apesar de a estampa ser sempre associada aos escoceses, acredita-se que seu uso remonta aos antigos celtas. Escavações e pesquisas arqueológicas encontraram indícios de sacrifícios humanos em que as vítimas pareciam estar usando roupas feitas com tecidos de lã em estampa xadrez.

O Tartan ou xadrez escocês

Há evidências de que o tartan, conhecido como xadrez escocês, existia já no século III a.C. A partir do século XVIII (por volta de 1703), ele passa a ser usado para identificar os clãs na Escócia, para distinguir as famílias. Tem sido usado na confecção de kilts, a vestimenta típica dos homens, que fez muito sucesso após a Segunda Guerra Mundial. No século XIX, visitas freqüentes da Rainha Vitória à sua propriedade na Escócia estimularam a produção da estampa. Mas foi Coco Chanel que, em 1916, introduziu o tartan no guarda roupa feminino. Nos anos 70, a estilista Vivienne Westwood utilizou a estampa juntamente com couro, metal e tachas, para compor um visual punk. A intenção era ironizar e romper com os ícones culturais.

Xadrez tartan: usado para romper com ícones culturais.
Emma Watson usando o xadrez tartan.

Estampa passou a ser usada na Escócia
para identificar clãs e distinguir as famílias.


O Vichy

Seu precursor é o Medevi Square, considerado a marca do xadrez sueco, e originalmente produzido nas cores vermelho e branco. O nome Vichy se deve à cidade francesa onde ficou famoso, conhecida pelas camisas, aventais e tecidos de algodão com a padronagem. Ele ficou muito conhecido na época da invasão alemã, durante a Segunda Guerra Mundial. O Vichy era originalmente preto e branco. Mas o xadrez tradicional conhecido como sueco, em vermelho e branco e com o mesmo desenho, passou a ser chamado de Vichy também. Uma característica do vichy é ser bicolor. Ele sempre vem em dupla do branco com outra cor. As mais tradicionais são as combinações de preto e branco e de vermelho e branco. Mas também é muito comum ver a combinação de azul com branco e ainda em outras cores.

O vichy foi popular para vestidos de verão no século XIX. Foi usado nos anos 20 pela famosa atriz Clara Bow. Mas teve seu auge nos anos 40 e 50, se transformando na estampa queridinha das pin ups, e usada em biquínis, camisas, blusas, saias e roupas de banho. E se tornou muito popular nos EUA. No Brasil, o vichy ficou conhecido como a estampa de tolhas de piquenique.

A atriz Brigitte Bardot foi a maior adepta conhecida do xadrez vichy, e transformou a estampa em uma febre durantes os anos 70. Ela apareceu no filme “E deus fez a mulher”, em 1956, usando um modelo cheio de babados. A ariz era fã incondicional do vichy, e o incorporou a seu estilo a tal ponto, que usou a estampa em seu vestido de casamento, nas cores rosa e branco, com detalhes enfeites de renda. O modelo foi muito copiado na Europa e nos EUA. Outra celebridade que incorporou o vichy em seu guarda-roupa foi a cantora country Dolly Parton. Nos dias atuais, Chanel e Dolce & Gabbana resgataram a estampa em tamanhos e cores diferentes do tradicional.

Brigitte Bardot gostava tanto do Vichy, que usou a estampa,
nas cores rosa e branco, em seu casamento.

Bardot transformou a estampa em uma febre.
Dolly Parton: mais uma adepta do vichy.

Não demorou muito para que surgisse uma variação mais moderna da estampa vichy, e até mesmo com uma pegada mais masculina. O Buffalo Check é a versão dele em vermelho e preto, com quadrados maiores. Muito usado em roupas flaneladas, cobertores e mantas, ele fez sucesso nos anos 90, com o estilo grunge. Há também quem associe essa estampa ao tartan e veja grandes semelhanças entre as duas.

Xadrez Buffalo Check:
uma variação do vichy ou do tartan?

Pied-de-Poule

Este xadrez também tem origem francesa e significa “Pés de galinha”. Ele ganhou esse nome porque o entrelaçado dos fios de sua trama forma um desenho parecido com o pé da ave. A estampa foi criada na França para roupas urbanas e provém do tecido de lã do príncipe de Gales. A primeira celebridade a usá-lo foi o Duque de Windsor. O Pied-de-Poule foi muito popular com a aristocracia inglesa dos séculos XIX e XX.

Muito usada no século XIX, a estampa foi introduzida e eternizada na moda feminina por Coco Chanel, em seu tailler, nos anos 20. Sua grande característica é também vir em duas cores. Geralmente, em preto e branco. O estilista Christian Dior também levou o Pied-de-Poule para as passarelas e o popularizou em caixas de perfume.

Coco Chanel usando estampa Pied-de-Poule.
A estilista introduziu e eternizou a estampa na moda feminina.

Padrão tradicional, em preto e branco, é um clássico e nunca sai de moda. Uma variação do Pied-de-Poule é o Pied-de-Coq, que significa “pé de galo”. É uma versão com desenho maior.

As padronagens Pied-de-Poule e Pied-de-Coq.


Lady Gaga usando o Pied-de-Coq, uma variação do Pied-de-Poule.


Outros tipos de xadrez

Madras – Xadrez de origem indiana, é leve, e inspirada em trabalhos artesanais de patchwork. Possui linhas mais estreitas e cores mais vivas e é muito usada no verão.

Xadrez madras: a estampa tem origem indiana.


Burberry – Xadrez registrado pela grife de mesmo nome, aparece em bolsas, perfumes e casacos da marca. Suas cores variam em tons de bege, branco, marrom e vermelho.

Xadrez Burberry: registrado pela grife de mesmo nome.

Príncipe de Gales ou Xadrez Gales – De origem escocesa, é originário da Escócia do século XIX. O nome é uma homenagem ao herdeiro do trono do Reino Unido, e foi popularizado pelo Duque de Windsor (Edward VIII, que acabou dando o nome à estampa). Possui linhas mais estreitas e quadrados mais sutis, e é muito comum em alfaiataria, em cores sóbrias.

Xadrez Gales: muito usado na alfaiataria.

Argyle ou Argilé – Xadrez usado em suéteres de lã, com losangos transpassados com linhas em tons mais claros. Tem origem na Grã-Bretanha do século XIX. Muito comum na moda masculina, é considerado conservador e elemento do estilo nerd.

Xadrez Argyle: um elemento do estilo nerd.


E aí, gostou? Você pode conferir alguns de nossos produtos com diferentes estampas xadrez. Muitos deles são casquetes. Em breve, também vamos lançar flores em estampa xadrez. Confira nossos produtos: www.madamevintage.com.br/.

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terça-feira, 5 de maio de 2015

Voilette: um símbolo vintage mais do que atual



A Chanel trouxe os voilettes combinados
de forma inusitada com gorros.

Na última semana de moda de alta costura de Paris, alguns meses atrás, um acessório muito vintage se destacou: o voilette. A Chanel trouxe os voilettes combinados de forma inusitada com gorros. Mas ele também apareceu sozinho e com laços, flores e headbands. Giambattista Valli também fez sua leitura, trazendo o voilette com headband de laço. Volta e meia, o acessório volta a aparecer. Foi sucesso no filme "O Expresso de Xangai", de 1932, com Marlene Dietrich, e com Audrey Hepburn, em "Como roubar um milhão de dólares”, em 1966. Como sabemos, foi muito usado antre os anos 20 e 50, e é um ícone do retrô e do estilo pin up. 


Giambattista Valli trouxe o voilette de poá,
combinado com uma headband de laço.
Sozinho, com chapéu ou com gorro: vale tudo.
Imagens da Semana de Alta Costura em Paris.
Audrey Hepburn em "Como roubar um milhão de dólares.
 

Recentemente, o voilette brilhou com Beyoncé e Jennifer Lawrence nos tapetes vermelhos. Agora ele reaparece com tudo na alta costura. De tule, de tela francesa, simples, com poás, pedras, paetês. Sozinho, com chapéu, com gorro, com headband. Vale de tudo. Você gosta? Que tal aderir? Comprando uma flor, tiara, voilette ou fascinator, é só pagar mais 7 reais e você escolhe o seu. Escolhe o material e a cor. A Madame também tem kits de flores com voilettes. Passe lá na loja: www.madamevintage.com.br/. Ou entre em contato pelo e-mail: madamevintage.artesanato@gmail.com.
 
Beyoncé e Jennifer Lawrence usando o Voilette.


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