O chapéu Cloche foi um ícone dos anos 20 e do estilo das melindrosas. Também foi um pouco usado com outras formas nos anos 30, 40 e 50, e teve um revival de mais destaque nos anos 60. E continua com popular ainda nos dias de hoje. Eu fiz essa seleção de chapéus Cloche em diferentes modelos. Clique no que você gostou para levar para casa!
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Se você gosta dos anos 20 e quer montar seu look, mas não sabe qual acessório usar... Eu fiz essa seleção de acessórios que correspondem exatamente a essa época.
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O Cloche foi um modelo de chapéu muito usado entre os anos 20
e 40. Foi um ícone da figura da melindrosa, a moça alegre e aventureira, que
estava sempre em busca de diversão. É um modelo francês, criado por Caroline
Reboux, e seu nome significa "sino", devido a seu formato, com abas
curtas e parecido com uma touca. Foi criado em 1908, mas só fez sucesso nos
anos 20. Há quem diga que ele é uma variação de um modelo de outro chapéu
antigo, do século XIX.
Personagens de Angelina Jolie, no filme "A Troca",
e de Naomi Watts, no filme "King Kong". As duas usavam o cloche,
muito usado entre os anos 20 e 40.
Durante a Primeira Guerra Mundial, as mulheres saíram de casa
e foram trabalhar fora, no lugar de seus maridos, filhos e parentes homens. Isso
lhes trouxe um desejo maior de independência. O vestuário do pós guerra mudou,
trazendo um pouco de androginia à silhueta feminina. As roupas ficaram mais
soltas, marcando menos as curvas, a barra dos vestidos subiu, e a cintura ficou
mais baixa.
Os anos 20, também conhecidos como "os anos
loucos", ficaram marcados por toda uma geração insatisfeita do pós guerra,
que buscava a liberdade e os prazeres da vida, aproveitando a vida em cada
instante. Assim, essa época ficou conhecida pelas grandes festas, marcadas pelo
consumismo, gastos desenfreados e muito champanhe, embaladas ao som do jazz e
do charleston. Por esse valor de vida consumista, gastador e festeiro, os
acessórios costumavam contar com muitas plumas, brilho, transparências, franjas
e bordados no vestuário noturno. Durante o dia, as mulheres usavam o cloche. Os
ornamentos em estilo Art deco eram muito usados na chapelaria.
Durante o dia, as mulheres usavam o cloche.
O uso deste modelo de chapéu estava diretamente ligado ao
corte de cabelo das mulheres. Usava-se o corte "À La Garçonne",
também chamado em inglês de "Bobby" e conhecido por aqui como
"Channel" (foi popularizado pela figura da estilista de moda Gabrielle
Chanel, que estava muito em alta nessa época). Há quem diga que o cloche foi
ajustado de modo a ser usado com este corte de cabelo. E há quem diga que o
corte se popularizou por causa do cloche, porque ficava difícil usá-lo com
cabelos compridos. Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende
mais? Difícil dizer quem precedeu quem, mas não há dúvidas de que o chapéu e o
corte de cabelo estavam intimamente ligados.
O cloche estava diretamente ligado ao corte de cabelo "À la Garçonne"
O fato é que o cloche era, naquele tempo, um símbolo da
autonomia e do empoderamento feminino. Foi um período também marcado pela
militância das sufragettes e a conquista do direito ao voto feminino em alguns
países. O acessório se tornou uma febre, e seu uso era quase obrigatório. A
atriz Louise Brooks tinha o cloche como ícone de estilo, e era uma referência
de moda na época. Nos anos 30, o cloche continuou a ser usado, mas não com o
mesmo sucesso dos anos 20. Nos anos 40, com a guerra, seu uso decaiu. Em 1949,
surge uma variação do cloche, com abas mais estreitas, em modelos menos
afundados na cabeça, permitindo que se veja mais do rosto e do cabelo das
mulheres que o usavam. Na década de 1960, o cloche foi revitalizado por
Halston, um designer de roupas quesendo
este modelo de chapéu parte de sua coleção outono-inverno.
A atriz Louise Brooks transformou o cloche num ícone de estilo.
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