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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Chapéus Masculinos que ganharam versões Femininas




Existem alguns modelos de chapéus masculinos que ganharam versões femininas, e acabaram fazendo sucesso, especialmente nos anos 30 e 40. Na maioria das vezes, as versões femininas eram ligeiramente menores do que as dos homens. Isso acontecia porque o que é pequeno e delicado é visto como sinônimo de feminilidade. Então o feminino deveria ser mais “delicado”, e consequentemente menor. Confira alguns desses modelos que ganharam versão feminina e fizeram sucesso.





Chapéu Sailor





É uma versão feminina do chapéu masculino conhecido como Boater. O boater era um modelo, geralmente feito de palha, que surgiu no século XIX, e fez muito sucesso nos Anos 20.

O Boater fez muito sucesso nos Anos 20.




A versão feminina do boater é normalmente chamada de sailor hat (não confundir com o sailor cap, chapéu usado por marinheiros). O sailor também era usado desde a era vitoriana, assim como o boater. Tem adornos femininos, como laços, fitas e flores. Também foi usado nos anos 30 e 40.


O Sailor Hat também foi muito usado nos anos 30 e 40.





Fedora



O termo é usado desde 1891. O chapéu surgiu com a peça de teatro "Fédora", do dramaturgo Victorien Sardou. A personagem da princesa Fédora Romazov usava o modelo de chapéu que posteriormente ficaria conhecido como "Fedora". Na época, o movimento feminista adotou o como um símbolo, o que fez com que tivesse alguma popularidade com as mulheres.


Em 1924, o Fedora se torna um chapéu masculino, depois de ser usado pelo príncipe Edward, de Gales. Era usado para proteger a cabeça do vento e do frio. O chapéu ficou associado à figura de gângsters.


Ele foi muito usado por homens entre os anos 20 e 60, inclusive usado por greasers nos anos 50. Nos anos 30 e 40, ganhou uma versão feminina, em modelos ligeiramente menores do que os usados por homens.




Trilby



Um modelo de Fedora com a aba de tamanho maior. Também muito usado por homens entre os anos 20 e 50. E também teve versões femininas, com modelos ligeiramente menores do que os dos homens.





Chapéu Panamá



Muito parecido com o Fedora, e muitas vezes considerado uma variação dele. É um modelo tropical, feito de palha. Originário do Equador, fez muito sucesso na América Latina. No Brasil, ficou associado à figura do malandro. O termo Panamá começou a ser usado em 1834, e sua popularidade cresceu a partir da segunda metade do século XIX.


Originalmente um modelo masculino, ele é muito usado nos dias de hoje, por homens e mulheres, muitas das vezes com trajes de banho.




Homburg



Modelo de chapéu masculino, surgido em 1882. O nome surgiu com a visita do rei Edward VII a Hamburgo, região da Alemanha. Na ocasião, ele usava um chapéu deste modelo. Alguns dizem que Edward se inspirou em um modelo de chapéu de caça do Kaiser Wilhem. Nos anos 30 e 40, ganhou também versões femininas, com modelos ligeiramente menores do que os usados pelos homens.




Bowler (Coco)



Também conhecido como chapéu "Coco" ou Derby (não confundir com o chapéu para Turfe), ficou imortalizado por Charlie Chaplin. Originalmente masculino, tem copa redonda e aba curta, normalmente curvada. 

O Bowler ficou imortalizado por Charles Chaplin.
 

Surgiu em 1849, e ganhou o nome de seus criadores Thomas e William Bowler. Foi muito popular com a classe trabalhadora durante o século XIX, na Inglaterra, na Irlanda e nos EUA. Mais tarde, também ganhou popularidade entre as classes mais altas. 


A partir do início do século XX, o bowler passa a ser usado por empresários ligados ao ramo financeiro. Após a Primeira Guerra Mundial, o coco passou a ser aceito como substituto da cartola em ocasiões formais. Até os anos 50 e 60, ainda era associado a homens de negócios em Londres.


Nos anos 30 e 40, o Bowler ganhou versões femininas. Ele é usado por mulheres ainda hoje.


A cholita é uma versão boliviana, muito parecida com o coco e faz parte do traje típico das mulheres. O modelo foi introduzido no país por trabalhadores ferroviários britânicos.




Boina Tam Hat



O Tam Hat é uma variação de um chapéu escocês, uma versão feminina do Tam o'Shanter. Pode ser feita de materiais diversos, como tricot, crochet, feltro ou outros tecidos. Fez muito sucesso nos anos 20 e 30.




Boina Newsboy Hat



O Newsboy Hat era muito popular na Europa e nos Estados Unidos no século XIX. Predominantemente masculino, era um modelo popular entre meninos e homens adultos, e associado à classe trabalhadora. O chapéu ganhou este nome porque ficou associado aos jornaleiros, por ser muito usado por meninos que trabalhavam entregando jornal. E significa justamente "chapéu de jornaleiro". Mas era usado por toda a classe trabalhadora.


Nos anos 40, foi um modelo muito usado também pelas mulheres.




Cartola



Modelo masculino, usado desde a metade do século XVIII até meados do século XX. É associada à imagem de banqueiros, capitalistas e homens de negócios de alta classe social. 


A cartola descende diretamente de um chapéu do século XVI, chamado Sugarloaf Hat, usado por homens e mulheres. Foi inventado por Geaorge Dunnage, em 1793, apesar de ser atribuído falsamente a John Hetherington.

Muito popular no século XIX, era usada especialmente pelas classes mais altas, e muitas vezes associada ao sucesso do homem de negócios (o formato lembra o de uma chaminé), apesar de ser usada também por homens da classe trabalhadora, em versões mais simples e de copas mais baixas. As copas mais altas normalmente eram usadas por homens de classes mais altas.


Até a Primeira Guerra Mundial, ainda era um chapéu dos homens das classes mais altas, tanto para o dia quanto para a noite.


A partir da Segunda Guerra, a cartola já se torna quase uma raridade, mas ainda assim usada com alguma frequência em certos círculos sociais.


Nos dias de hoje, ainda é usada em eventos relacionados à família real e no Royal Ascot (competição de turfe). Ainda é usada também em eventos que pedem código de vestimenta White tie.


Atualmente, a cartola costuma estar relacionada à cultura steam punk. O uso de cartola por mulheres também está associado ao estilo burlesco. 


Nos anos 40, eram usadas versões femininas da cartola em tamanho mini, inspiradas nos chapéus de montaria vitorianos, conhecidos como "Riding Hats".

As cartolas em tamanho mini eram
chamadas de "Riding Hats"
 

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Tendência: Boina





A boina, em diferentes modelos, marcou presença nas passarelas no ano passado. Esse ano, ela continua sendo uma tendência forte. O Pinterest apontou a boina como uma das tendências de moda mais significantes mundialmente, com um aumento de 269% de ideias salvas sobre o assunto na rede social. O acessório aparece tanto na forma da tradicional Beret (boina francesa) quanto também na forma do Newsboy Hat e do Tam Hat. 

A boina marcou presença na
Alta Costura de Paris, em 2017.



A boina, seja qual for seu modelo, é um chapéu clássico e retrô, que fez muito sucesso entre os anos 20 e 40, e também nos anos 60. A tendência é ótima para as fãs do retrô e do vintage, e também para quem tem um estilo contemporâneo com um toque de retrô.

A boina fez sucesso entre os anos 20 e 40,
e era muito usada por atrizes de Hollywood.
 
A boina também fez sucesso nos anos 60.


É um acessório que combina mais com o inverno, mas também tem sido usado nos dias mais quentes. Se prepare para tirar a sua boina do armário! Ela está com tudo no inverno que se aproxima!


A boina tem aparecido em diferentes modelos.
Combina mais com o inverno,
mas também tem sido usada em dias mais frescos.
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terça-feira, 11 de julho de 2017

As Diferentes Facetas da Boina




A boina é um chapéu clássico, que teve seu auge entre os anos 20 e 40 (mais especialmente entre os anos 30 e 40), e reapareceu nos anos 60. Ao longo da História, foi sinônimo de rebeldia e subversão. Nem todo mundo sabe, mas existem diferentes modelos, com diferentes nomes; e no Brasil, todos eles são chamados de boinas. Mas fora do Brasil, são chapéus diferentes. Vamos então conhecer os diferentes modelos e suas histórias.




Beret, a “Boina Francesa”


É a clássica boina “pancake” (panqueca), em forma de disco. Pode ser moldada em formas de madeira, ou pode ser costurada. Pode ser artesanal ou industrial. Esse modelo, que em inglês e francês se chama "beret", ficou conhecido como "boina francesa", mas na verdade é uma boina basca. A palavra beret foi usada pela primeira vez em 1835, e é derivada da palavra latina "birretum".




A história desse chapéu é antiga, e aparentemente, ele já era usado na Idade do Bronze, em toda a Europa do Norte, por gregos, cretenses, minoanos, etruscos e romanos. Há quem diga que foram os gregos que levaram este chapéu para a Espanha.


Este estilo de boina era tradicional dos pastores aragoneses e navrais, que viviam na região dos Pirineus, uma cordilheira que divide o sul da França do norte da Espanha. E é justamente por isso que tanto a França quanto a Espanha compartilham da cultura basca.


A beret usada na Renascença por aristocratas e pela realeza. Muitas vezes, essas boinas renascentistas eram feitas de veludo e decoradas com brocados, broches e plumas, como símbolo de prestígio. O rei da Inglaterra Henrique VIII costumava usar ricas boinas de veludo em cores pouco comuns, como verde, laranja e amarelo.

O Rei Henrique VIII usando a boina.
 

Este modelo de chapéu começou a se popularizar e se tornar um símbolo da cultura basca no século XVIII, no sul da França, feita de forma artesanal. E no século XIX, ela passa a ter uma produção industrializada. Na década de 1920, estas boinas eram associadas às classes trabalhadoras em regiões da França e da Espanha. Em 1928, elas também começam a ser produzidas por fábricas italianas, em milhões de exemplares.

Artesão usando a Beret.

No início dos anos 20, os americanos usavam a boina francesa associada ao traje esportivo. A partir dos anos 30, a boina francesa começa a se destacar, especialmente na moda feminina, e lentamente começa a substituir o cloche, no posto de chapéu queridinho da época. A boina francesa foi muito usada nos anos 30 e 40. E era usada por muitas atrizes de Hollywood. 

A Beret nos nos 20 e 30.

A boina nos anos 40.

Boinas em 1935: Beret e Tam Hat.

Divas do cinema usando a Beret: à esquerda, Jean Harlow, Marlene Dietrich,
 Ginger Rogers, e Lauren Bacall. À direita, Greta Garbo.



Aliás, durante a Segunda Guerra Mundial, a resistência francesa adotou a beret como símbolo do movimento. Mas essa não é a única ligação da boina francesa com as guerras, já que ela oi adotada pelas forças armadas de diferentes países, desde a primeira guerra mundial, e depois passou a ser usada principalmente por esquadrões de operações especiais. Exemplo disso são os chasseurs belgas Ardennais e os franceses Chasseurs Alpins; ou ainda os Green Berets (EUA), os Black Berets (USA Rangers), e os UN Blue Berets. Ela foi adotada até mesmo pelo guerrilheiro Che Guevara. A beret acabou se tornando um símbolo de rebeldia e subversão.

O guerrilheiro Che Guevara também adotou a boina.



Nos anos 60, ela volta a fazer sucesso juntamente com a cultura beatnik.

Nos anos 60, a Beret volta a fazer sucesso, juntamente com a cultura Beatnik.
 
A modelo Twiggy usando a Beret.
As atrizes Brigitte Bardot e Faye Dunaway
(no filme "Bonnie e Clyde"), usando a Beret.

A típica boina francesa é em cor preta, enquanto a típica espanhola basca é em azul marinho ou em vermelho.

 

 O Tam Hat


O Tam Hat é uma variação de um chapéu escocês, uma versão feminina do Tam o'Shanter. Há quem acredite que o tam o'shanter é uma espécie de variação ou "prima" da beret, e que elas se parecem devido ao fato de a boina ter sido muito usada por pescadores, ou ainda por conta da influência dos romanos na Europa. Esse modelo de boina escocesa já era usado no século XVI, por homens ricos e seus criados;  mas só se tornou popular no século XIX, por causa de um poema de Robert Burns, que foi justamente o que lhe deu este nome.



O Tam O’Shanter é um chapéu de lã, geralmente confeccionado em feltro, de diversas cores, mas tendo como tradicional a de cor azul, e com um pompom no topo. Também é muito tradicional em estampa tartan (xadrez escocês), que começou a ser produzido nos século XIX. Na maioria das vezes, o tam é um modelo com uma copa formada por gomos.

O Tam O'Shanter.


Existe ainda uma variação do tam o'sham é um modelo conhecido como balmoral, que é um chapéu tradicional escocês que faz parte da vestimenta formal, e já existe desde o século XVI. O nome balmoral surgiu no fim do século XIX. Assim como a beret, o Tam o'sham e o balmoral também foram adotados pelas forças armadas do Reino Unido, na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes, o balmoral era descrito simplesmente como um sinônimo de Tam O’Shanter.

Balmoral: usado pelas forças armadas do Reino Unido.
 
O Tam O'Shanter e o Balmoral:
adotados pelas forças armadas do Reino Unido.


No início dos anos 20, a versão feminina do chapéu tam se torna uma forte tendência, por causa da moda do cabelo curto. O tam hat aparecia em uma grande variedade de formatos e tecidos. Mas o mais tradicional é que seja feito com feltro, veludo ou seda. Muitas vezes, eram enfeitadas com bordados e aplicações, e também com tassles, plumas e broches. Alguns modelos também eram feitos de peles. No fim dos anos 20, aparecem versões menores, menos volumosas, que lembravam um outro modelo de chapéu conhecido como “toque”.

Modelos de Tam Hat dos anos 20.
 

Modelos dos anos 20.
Nos anos 30, elas fazem sucesso especialmente em diferentes padronagens de estampas xadrez, e também em crochê ou macramê. A tam hat continuou ainda a ser usada nos anos 40, juntamente com a beret.



 
Nos anos 30, o Tam Hat fez muito sucesso
em estampas xadrez.



O News Boy Hat


Esse modelo é diferente da beret e do tam hat, mas também é chamado de boina aqui no Brasil. Ele é mais uma espécie de boné, e tem uma variação chamada flat cap, que em vez de gomos, tem a copa mais reta (e daí vem seu nome). 


O Flat Cap surgiu no século XIV, no norte da Inglaterra, e na época, foi chamado de “bonnet”. Em 1571, o parlamento, em conformidade com a lei da rainha Elizabeth, decretou o uso obrigatório deste modelo a meninos a partir de seis anos de idade aos domingos. O intuito era incentivar o consumo de lã e o comércio com a Espanha. 

Flat Cap: uma variação do News Boy Hat.


Brad Pitt usando o Flat Cap e
Brian Johnson, do AC/DC, usando o Newsboy Hat.



O news boy hat, assim como sua variação, o Flat cap, era muito popular na Europa e nos Estados Unidos no século XIX. Predominantemente masculino, era um modelo popular entre meninos e homens adultos, e associado à classe trabalhadora.

Newsboy Hat: um chapéu masculino associado às classes trabalhadoras,
no século XIX e também no início do século XX.



O chapéu ganhou este nome porque ficou associado aos jornaleiros, por ser muito usado por meninos que trabalhavam entregando jornal. E significa justamente "chapéu de jornaleiro". Mas era usado por toda a classe trabalhadora. Era usado por jornaleiros, operários, metalúrgicos, estivadores, fazendeiros, artesãos, comerciantes e até mesmo por assaltantes.

Meninos entregadores de jornal.



Os homens de classes mais "altas" passaram a usar também o news boy hat, mas apenas para caça, esportes e golfe.


Nos anos 40, foi um modelo muito usado também pelas mulheres, que aliás, passaram a usar muitos chapéus que até então eram considerados masculinos.


Confira o video que eu preparei sobre esse assunto:




Clique aqui para conferir um tutorial de penteado com a boina.
 
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