terça-feira, 31 de março de 2020

Dicas para Usar Chapéus em Casamento


Foi convidada para um casamento, quer usar um chapéu e não sabe como fazer isso? Neste video, eu tiro dúvidas e dou dicas para usar chapéus e outros acessórios em casamento, quando você não é a noiva. Confira:





Um resumo das dicas, para você tomar nota:
 
1) Não use seu acessório ou sua roupa nas cores branco ou off white. Essa é a cor da noiva. Se você usar a cor da noiva, vai parecer que você quer roubar a atenção no casamento dela. Se existir branco na sua roupa ou no seu chapéus, casquete, fascinator, ou qualquer outro acessório, tenha o cuidado de que seja uma combinação ou mesmo estampa de branco com outra cor. Por exemplo: um chapéu com estampa poá ou listrada em preto e branco.

2) Outra coisa com a qual você deve ter cuidado é com o uso de voilette. Para que não pareça que você quer roubar a atenção no casamento da noiva, não use voilette nas cores branco e off white. O voilette branco ou off white é muito associado ao véu da noiva e a vestimenta dela. Hoje, em dia, cada vez, mais as noivas escolhem usar um voilette simples no lugar do véu e grinalda.

3) Sobre os voilettes em geral: se você não é a noiva, e decide usar um voilette, o ideal é que ele seja parte de um outro acessório, como um chapéu, casquete ou fascinator. Alguns desses acessórios já possuem um pequeno voilette. Mas se você quiser muito usar um voilette, use sempre com uma flor, ou casquete, ou fascinator, ou chapéu. E como eu disse antes: nunca com a cor da noiva.

4) Se informe sobre a cor que a noiva vai usar. Algumas preferem usar outra cor que não seja branco ou off white, se for o caso, não use a mesma cor que ela escolheu. E nem branco ou off white também. Porque ainda são vistos tradicionalmente como a cor da noiva. Passar a impressão de que você quer roubar o lugar da noiva, ou chamar mais atenção do que ela, é uma gafe, e fica muito chato.

5) Chapéus de aba larga são adequados a eventos diurnos. Usá-los à noite normalmente causa estranheza. Mas se a ocasião se estender após o anoitecer, você pode continuar a usar o seu.

6) Para eventos noturnos, prefira chapéus de abas pequenas, fascinators e casquetes. Ou flores.

7) Como regra de etiqueta, os homens costumam tirar o chapéu quando entram na igreja. Ou à mesa, durante um jantar. Essa regra não vale para mulheres. Mulheres nunca devem tirar o chapéu ou qualquer acessório para a cabeça, em nenhuma ocasião. Seria considerado no mínimo estranho. O chapéu faz parte do look da mulher. E é considerado deselegante que a mulher tire o chapéu.

8) Justamente para evitar que você tenha que tirar o chapéu durante o evento, escolha um modelo confortável. Mesmo que o chapéu seja lindo, se ele provocar coceira ou se for pesado, e você tiver que carregar no fim do dia, ele não é o ideal para você. Procure sempre se assegurar de que ele está bem preso na cabeça, de forma que não incomode. Você pode sempre usar grampos, presilhas e hat pins.

9) Procure se informar sobre o traje do casamento. Assim, você vai usar o traje adequado, e não vai destoar das outras pessoas, ou se sentir um peixe fora d'água.

Trajes mais formais pedem chapéus com um estilo mais Millinery, mais "alta costura". Existem modelos de cocktail hats, casquetes, fascinators e chapéus com materiais de tela. Também pode ser um modelo de aba larga de material mais refinado. Evite modelos ousados demais, para não chamar mais atenção do que a noiva. Um casamento não é uma competição de turfe. 

Para ocasiões informais ou traje esporte, você pode usar modelos que também são mais informais, como o Fedora, por exemplo. Ou mesmo um cartwheel de aba larga com outro material que seja mais simples. Nesse caso, você também pode usar modelos feitos com materiais como feltro, palha e mesmo estampas. Só não use uma estampa que chame mais atenção do que a noiva. As clássicas costumam cair bem, como poás, listras e florais. Prefira as padronagens mais discretas.

10) A gente sempre vê nos casamentos da Família Real Britânica chapéus com a mesma cor que a roupa. Você não precisa combinar dessa forma. Isso não é uma regra geral de etiquetas de casamento. Apenas para a família real. Usar um chapéu de cor diferente do seu vestido não vai ser um problema para você, a não ser que você vá ao casamento de uma princesa. Você pode usar um acessório que não seja exatamente da mesma cor que sua roupa. E isso não vai ser nenhum problema se seu visual estiver harmônico. Chapéus de cores marcantes funcionam bem se destacarem de forma harmônica a cor da sua roupa.

11) Uma boa dica para o uso de casquete é usar do lado oposto ao que você divide o cabelo. É um truque para dar a impressão de alongar o seu corpo. Em um casamento, você pode aproveitar para usar modelos mais sofisticados, com tules, pedrarias, bordados, rendas e cetins.

12) Use sempre o chapéu inclinado, para favorecer o seu rosto. Um bom ângulo é o de 70 graus, para qualquer um dos lados. Essa dica sempre funciona, não importa o seu formato de rosto.

13) Chapéus de tamanhos pequeno e médio favorecem a maioria das pessoas. Não é tão recomendável que uma pessoa pequena use um chapéu grande, porque ela pareceria muito menor. Os tamanhos pequeno e médio evitam que algumas pessoas pareçam que foram engolidas pelo chapéu.

14) O chapéu é o protagonista da sua produção. Pense nisso quando for montar o seu look. O ideal é usar uma roupa que chame menos atenção, para que o acessório seja o destaque no seu visual.

15) Capriche no penteado, de forma que ele fique harmônico com seu chapéu. 


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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Os Chapéus de Aba Larga do Século XX (Com video)





Existem diferentes modelos de chapéus de aba larga, e o uso dos mais diferentes modelos existe desde, pelo menos, o século XVIII. Eles sempre foram usados tanto por questões de status social quanto por necessidades práticas de proteger o rosto do sol. Neste post, vou falar apenas de modelos que marcaram o século XX.


Aqui no Brasil, os chapéus de aba larga, de diferentes modelos, costumam ser chamados de Capeline. Não sei o motivo desse nome. Eu pesquisei, e não encontrei nada sobre este termo, em nenhuma outra língua diferente do português. A não ser referências a um material chamado carapuça, que é usado para modelar chapéus. O Brasil é o único país do mundo que utiliza este termo para falar de chapéus de aba larga.




Garden Hats



No início do século XX, no período da Belle Époque, eram usados os chamados “chapéus de jardim”. Ou seja: chapéus usados em passeios ao ar livre, especialmente para receber visitas no jardim de casa ou mesmo para fazer essas visitas. Alguns desses modelos tinham abas em tamanho grande. Normalmente, eram enfeitados com flores e fitas. Começaram a ser usados ainda na Era Vitoriana, e essa moda continuou nos anos seguintes. Esses modelos se assemelham muito ao chamado “Merry Widow Hat”, do qual eu vou falar mais adiante.

Alguns modelos de Garden Hats.




Merry Widow Hat



O chamado “Chapéu da Viúve Feliz” é uma espécie de versão exagerada dos chapéus de jardim que possuíam abas largas. Marcou o período da Belle Époque, nas primeiras décadas do século XX, e se inspirou em um chapéu mais antigo: o Gainsborough Hat, do século XVIII.


Nos primeiros anos de 1900, uma opereta chamada “The Merry Widow” (premiada em 1907) fez um grande sucesso. Criado pela figurinista Lucile, para o espetáculo, o Merry Widow Hat se popularizou com a atriz Lilly Elsie, que fez muito sucesso e foi uma das mulheres mais fotografadas da Belle Époque. O tamanho e o formato do chapéu contribuíam para criar uma silhoueta em “S”, a conhecida “ampulheta”. 

Lilly Elsie, a atriz que popularizou o Merry Widow Hat

Com uma aba bem larga, ele costumava ter enfeites também grandes e exagerados, com laços, fitas, plumas e flores, e às vezes até pássaros. Frequentemente tinha um voilette, que geralmente era em estilo birdcage veil, no material que chamamos por aqui de tela francesa. Geralmente, era confeccionado em preto ou cores escuras.

Alguns modelos eram de tamanho bem exagerado.

Essa tendência de chapéus grandes perdurou por alguns anos, e se tornou um código de vestimenta da moda e também um sinônimo de status social. Esse modelo de chapéu marcou a transição social das vestimentas e dos valores da sociedade na virada do século. A popularidade do Merry Widow perdurou até a Primeira Guerra Mundial.




Mushroom Hat


Este modelo, que se assemelha a um cogumelo, tem duas variações muito diferentes. A primeira delas fez muito sucesso nos anos 20. O Mushroom já era usado entre os anos 1870 e 1880. E durante essa época, costumava ser feito de palha. Nessa época, alguns modelos tinham tamanho mais exagerado, e seguiam o estilo dos chapéus de jardim e Merry Widow Hats.  Mas ganhou maior popularidade nos anos 20.


Nos anos 20, o modelo fica um pouco menor e assemelha bastante ao cloche, mas em versão com abas largas. Eram usados durante o dia, especialmente à tarde, e protegiam o rosto do sol. Possuía uma copa redonda e alta, como a do cloche. A aba não tinha um tamanho particularmente tão grande assim, como o Merry Widow Hat, por exemplo, ou outros conhecidos do século XX. O tamanho das abas era médio. Mas era uma das maiores abas da época, em comparação com outros modelos usados, como o cloche e os solidéus. 


A segunda variação do “Chapéu cogumelo” ficou conhecida como o “Mushroom do New Look”. Surgiu em 1947, e foi popularizado por Christian Dior. A aba é muito grande, em formato de cogumelo, e bem maior do que a versão dos anos 20. Essa variação se inspira em outros modelos com formato de cogumelo, já usados no início do século XX, em versão maior. Fez muito sucesso nos anos 50 e 60. Costuma ser de palha ou feltro.

A Atriz Audrey Hepburn usou um chapéu Mushroom no filme “Bonequinha de Luxo” que se tornou muito popular além de ícone de estilo e elegância.






Cartwheel



Este modelo feminino, de aba larga e de copa redonda geralmente baixa, se tornou popular alguns anos antes da Primeira Guerra Mundial, e teve auge entre os anos 30 e 50. A tendência foi descoberta em 1914, pelo jornal “Milwaukee Sentinel”. Estas primeiras versões eram revestidas com veludo, tafetá ou seda, e geralmente decoradas com flores e penas.


Nos anos 30, este chapéu começa a se destacar no cinema, usado pelas atrizes de Hollywood. Nessa época, o Cartwheel fez sucesso não só nos EUA, mas também na França e na Austrália.  O Filme “E o vento levou...” ajudou a popularizar o modelo. O chapéu usado por Scarlet O’Hara era algo entre um cartwheel e um floppy, com abas ligeiramente flexíveis. De uma forma ou de outra, o filme ajudou a popularizar o glamour dos chapéus de aba larga, e do Cartwheel em particular.


É um pouco menos usado na época da Segunda Guerra, por causa da escassez de materiais. Nos final dos anos 40, o Cartwheel ressurge repaginado, como parte do estilo New Look. Mais do que isso: um ícone do estilo criado por Christian Dior. Rita Haywoth usou um cartwheel no próprio casamento em Aly Khan, em uma versão de material transparente, e combinando com um vestido plissado. O casamento discreto gerou grande interesse e réplicas da roupa da noiva. Essa combinação do Cartwheel com vestidos plissados foi chamada de “nova silhueta”.


O Cartwheel foi pouco usado durante a
Segunda Guerra Mundial.
Volta a ser popular a partir de 1946,
e ressurge com o New look.

O modelo se torna uma referência de estilo e elegância, além de se tornar o preferido para casamentos diurnos ao ar livre, até os dias de hoje. Pode ser de palha ou de feltro. O de palha costuma ser muito usado no verão por causa da aba grande, que protege o rosto do sol.




Lampshade Hat



Este modelo, parecido com uma luminária ou abajour, possui uma copa alta, como uma cartola, e chega a lembrar um cone, mas com o topo da copa reto. Lembra tanto o modelo Pillbox quanto o Peach Basquet, também conhecido como Bucket (balde).


O Lampshade foi popularizado nos anos 50 por Christian Dior, e continuou fazendo sucesso ainda nos anos 60. Ele aparecia tanto em versões simples como decoradas. Por volta de 1956, o modelo, assim como o Pillbox, passou a fazer mais sucesso do que o Mushroom tradicional da época, sendo muitas vezes confundido com ele. O sucesso também acabou superando o do cartwheel. Em 2008, o Lampshade teve um revival promovido por John Galliano.







Floppy Hat


O Floppy é mais um modelo inspirado no Gainsborough Hat, do século XVIII. O primeiro chapéu a ser considerado um Floppy moderno foi um modelo usado por Greta Garbo, em uma versão do filme “Anna Karenina”, em 1935.


Este chapéu fez muito sucesso nos anos 60, inspirado em modelos de aba larga – especialmente de cartwheels – dos anos 20 e 30. A atriz Faye Dunaway contribuiu para a popularidade do Floppy, sendo ela uma grande adepta do acessório. Nos anos 70, ele se torna um símbolo da cultura hippie e boêmia, e daquilo que ficaria conhecido como “Boho”. Geralmente era feito de feltro, e usado com cabelos longos e soltos.


O modelo se parece muito com o Cartwheel, mas com uma aba ondulada e flexível. Além disso, o Floppy algumas vezes possui uma copa um pouco mais funda. Pode ser de feltro ou de palha. Este último é mais popular nas praias, porque as abas largas protegem o rosto do sol. Ainda é muito usado até os dias de hoje.


E aí? Você gostou dos chapéus de aba larga e das histórias de cada um dos modelos? Confira alguns chapéus de aba larga no site: www.madamevintage.com.br





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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Esse ano passou tão rápido...


O ano passou tão rápido... Eu quero te desejar um Feliz Natal e um Ano Novo Maravilhoso! Já sabe o que vai fazer em 2020?
Um beijão e até lá. ♥

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Por que parei de usar Penas


Depois de trabalhar durante alguns anos como chapeleira, decidi parar de usar penas nos meus chapéus e acessórios. Por quê? Explico tudo no video.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Headpices para o Carnaval!

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Tem novidade na Madame! Headpieces para o carnaval, para ficar deusa! Todos exclusivos e feitos à mão. Corre lá pra ver na loja! Clique aqui para conferir os acessórios.

Nesse video, eu te mostro todos os acessórios novos:


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