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terça-feira, 8 de julho de 2014

História do Estilo Romântico



Já falamos aqui no blog sobre o estilo romântico, o girlie e o lady like. Mas qual a história do romântico?  Onde esse estilo começou? Na verdade, ele é uma mistura de elementos de diferentes épocas. Tudo começa com a era romântica, que foi um revival medieval, nos anos de 1820. O nome vem das artes e da literatura, que teve como fase anterior o neoclassicismo, marcado pela racionalidade. No período romântico, a literatura e as artes foram marcadas pela emotividade. O que despertou o romantismo foi a apresentação de uma peça de Alexandre Dumas, chamada "Henrique III e sua corte", que se tornou uma febre e fez com que as mulheres desejassem ser ladies, donzelas medievais; e que os homens desejassem ser cavaleiros; tudo ao estilo Elizabetano. Tudo remetia a um universo imaginário e encantado de fantasias e lendas.
 
A moda do estilo romântico remetia a um universo
imaginário e encantado de fantasias e lendas.

Esse estilo possuía muitas características, mas vamos citar apenas as que influenciaram nosso estilo romântico moderno. A cintura ficou bem marcada, e por sinal bem estreita. As mangas bufantes surgiram, e as saias volumosas era decoradas com babados e laços. Os tecidos vinham em cores claras ou vibrantes, e as estampas que se destacavam eram o listrado e o floral delicado.  O estilo ballet romântico se popularizou, com sapatos em modelo bailarina, sem saltos; nada mais do que uma sapatilha do século XIX. Pérolas, broches, camafeus e pedras se destacavam nos acessórios, tudo em estilo muito delicado. O movimento começou a definhar em 1830, e começa a era vitoriana, que também contribuiu com alguns elementos para formar o estilo romântico moderno.


A era vitoriana possui algumas características diferentes na primeira e na segunda fase. Vamos citar apenas os elementos de ambas que contribuíram para o estilo romântico. O camafeu continua se destacando, ao lado de pérolas e pedras. Na primeira fase, predominavam as cores claras, especialmente o branco, e as estampas florais ainda se destacavam. A cintura continua bem marcada, mas com uma saia bem volumosa e ampla. Usava-se sapatilhas, e o estilo bailarina continuava em alta. Na segunda fase, muitos babados de renda e de tule. Com o declínio do estilo vitoriano nos anos 1890, surgem o Belle Époque e o estilo e a era eduardiana, com as mesmas características.

O branco e as cores claras predominavam na primeira
fase do período vitoriano. As pérolas se destacavam.
Listras e estampas florais eram estampas que se
destacavam na Era Vitoriana.

A diferença é que o Belle Époque se passava na França e a moda eduardiana se passava na Inglaterra. O Belle Époque era uma moda para pessoas ricas e privilegiadas. As rendas são o elemento que mais se destaca nessa época, ao lado de penas, plumas, pérolas, babados, plissados, bordados, lantejoulas, rufos e todo o tipo de ornamentos, tudo com muito volume. Nesse período, também aparecem roupas com um corte um pouco mais masculino, como os primeiros tailleurs. Em 1910, as saias ganham drapeados mais suaves. Com a Primeira Guerra Mundial, em 1914, as vestimentas mudam, o Belle Époque é abafado, e acaba a última era da elegância.

O Belle Époque era uma moda para pessoas ricas e privilegiadas.
As rendas são o elemento que mais se destacou na época.

Em 1947, surge o New look de Christian Dior, que influenciaria toda a década de 50. Ele surge depois da moda do período da Segunda Guerra Mundial, mais simples e influenciada pelo estilo militar. O New Look coloca o enfoque nos ideais de feminilidade. Ele resgata o estilo vitoriano, especialmente no que diz respeito à cintura marcada, muito fina, e nas saias muito amplas, que também eram rodadas. A silhueta ampulheta era valorizada. O New Look é considerado o estilo Prét-à-Porter mais bem sucedido da história da moda. Foram usados tecidos considerados luxuosos, como cetim, tafetá e lãs finas. Nas estampas: flores, listras e xadrez. Na mesma época, a coroação da rainha Elizabeth II também traz um revival da época elizabetana, e consequentemente, da moda da era romântica, levando o chamado estilo princesa ao cinema. As luvas eram usadas em todos os lugares, geralmente nas cores branco e creme. Nessa época, com todo o revival de luxo, e toda a nova construção do conceito de feminilidade e romantismo, o rosa passa a ser visto também como um sinônimo do feminino. 

O New look de Christian Dior influenciou toda a moda dos anos 50.

Os anos 50 têm como características a cintura bem marcada
e as saias amplas e rodadas
A coroação da Rainha Elizabeth II levou o estilo princesa ao cinema.


Em toda a moda do new look, e com o revival dos antigos estilos luxuosos, vemos o estilo lady like, voltado para mulheres de classes mais altas, e que se tornou o estilo das estrelas de Hollywood. Era confeccionado em maisons de alta costura, em que se destacaram: o próprio Christian Dior, Cristobal Balenciaga, Hubert de Givenchy, Pierre Balmain, Roger Vivier, Gabrielle (Coco) Chanel; além de outras maisons, como Lanvin, Madame Grés, Norman Norell,  John Cavanagh, Charles James, Nina Ricci, Jacques Fath e Elsa Schiaparelli. 

O lady like se tornou o estilo das estrelas de Hollywood.


O estilo romântico que temos hoje, e o girlie, que é sua versão mais contemporânea, é composto de elementos das eras romântica, vitoriana, Belle Époque e dos anos 50, com um conceito de feminilidade construído a partir do luxuoso New Look. Isso sem esquecer que também foram adotados os tons de nude e bege. Gostou? Gosta do estilo romântico? Passe na nossa loja e confira nossos produtos no estilo: www.madamevintage.com.br/.




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terça-feira, 22 de outubro de 2013

A história do chapéu

O chapéu é um acessório muito antigo, e além de proteger, identificava origem social, religião, nacionalidade e ideias políticas de seu dono. A palavra vem do latim, "cappa", "capucho", que significa peça usada para cobrir a cabeça. Há quem diga que surgiu na pré-história, no período neolítico, usado pelo homem para proteger do sol, do frio e da chuva. Era de palha ou de pele de animais. Era atribuído aos homens, responsáveis pela tribo ou clã. Depois, passou a existir diferenciações de níveis sociais: reis usavam coroas, os sacerdotes usavam mitra e os guerreiros elmo. No início, seria uma espécie de gorro feito de couro ou de tecido, em que os antigos turbantes já apareciam em cerca de 4.500 a.C. Em torno de 3.000 a.C., na Mesopotâmia, surgem modelos de chapéu intermediários entre elmo e capuz, que se transformam em modelo mais aprimorado por volta de 2.000 a.C. Nesse período, passa a ser um símbolo militar, sacerdotal, de dignidade e nobreza, no Antigo Egito. A mitra dos faraós tinha significado místico.

Além do antigo Egito, também se usava modelos ancestrais do chapéu na Babilônia e na Grécia, através do uso de faixas, que prendiam o cabelo e protegiam a cabeça. A faixa estreita, colocada em torno da copa dos chapéus modernos é remanescente desse tipo de adorno. Surgem, então, turbantes, tiaras e coroas, usados por nobres, sacerdotes e guerreiros, como símbolo de status social. Mas o modelo antigo mais próximo do atual é o Pétaso (petasus), usado por volta do ano 2.000 a.C.  É um modelo grego, de copa baixa a e abas largas, usados em viagens como forma de proteção. Feito de feltro macio ou de peles, era ajustável e podia ser retirado com facilidade; e perdurou na Europa por toda a Idade Média (476 a 1453). O pétaso foi exportado para Roma, graças aos atores de comédia latina, e ganhou sua versão romana, através do capucho. Mas o pétaso acabou mais restrito aos palcos do que ao uso rotineiro em Roma. 
O pétaso é um modelo grego e , dentre os antigos,
mais próximo do nosso atual.
 
Os romanos criaram também o capacete. Por volta do ano 1.000 a.C., os escravos romanos eram proibidos de usar chapéus. Mas quando eram libertados, passavam a adotar o pileu, uma espécie de barrete, um boné em forma de cone, com a ponta caída para o lado, em sinal de liberdade. Esse modelo foi revivido durante a Revolução Francesa, e rebatizado de "Bonnet Rouge", símbolo do Partido Republicano Francês. O capuz também foi muito usado durante a Idade Média.

Os chapéus como conhecemos hoje surgem a partir do século XIV, quando se tornam um acessório de moda, usados pelas classes nobres para expressar sua vaidade. Eles ganham uma função mais estética, e surge a cultura do chapéu. A partir da época da Renascença, o acessório adquire os mais variados formatos e passa a ser ricamente enfeitado. Nesta época, surgem também as boinas, na Itália.
 
Pileu.
Já o chapéu feminino teve uma trajetória diferente. Na Idade Média, as imposições religiosas obrigavam as mulheres a cobrir completamente os cabelos. Os véus de noiva e as mantillas das espanholas são um resquício dessa época. Para prender o véu, usava-se uma faixa sobre o queixo e outra sobre a testa. No final da Idade Média, as mulheres passam a usar armações de metal sob o véu. Por volta de 1500, passa-se a usar capuzes enfeitados com joias e bordados. Muitos outros tipos surgiram até o século XVIII, quando surgem as primeiras chapelarias (lojas especializadas) que utilizavam diversos materiais, como palha, tecido, e diferentes enfeites.
 
Na Idade Média, as mulheres usavam véus.
Com o tempo, passaram a usar armações de metal para prendê-lo.
Modelos de chapéus da Renascença.
Após a Revolução Francesa, surgiram os gorros de abas largas, com uma fita ou faixa usada para dar um nó no queixo. Eram confeccionados com diferentes materiais e enfeitados com plumas e adornos diversos. Por volta de 1860, esses gorros foram substituídos por chapéus de tecido, presos com grampos, e se tornaram muito populares. Nas primeiras décadas do século XX, os chapéus, masculinos e femininos, tiveram muitas variações de modelos. Por volta dos anos 1900, a etiqueta exigia de uma senhora que não saísse sem chapéu. Os chapéus das modistas eram peças únicas, trabalhadas à mão. Usar um chapéu de modelo único era sinônimo de riqueza. Na Belle Époque, as mulheres usavam chapéus enormes, ornamentados com plumas, flores, rosetas ou pássaros.
 
Na Belle Époque, uma senhora não saia sem chapéu.
O acessório passou a ser menos utilizado depois dos anos 40, especialmente nos países mais quentes. Mas continuou sendo um símbolo de proteção para a cabeça e ainda dá estilo e personalidade ao visual. Em muitos eventos formais, como os da família real britânica, ou mesmo as corridas de cavalos (turfe) em Jóquei Clubes e casamentos, o chapéu ainda é um acessório quase indispensável. Os eventos mais conhecidos pela variedade e extravagância de chapéus no turfe são o Kentecky Derby, nos EUA; e o Royal Ascot, na Inglaterra (famoso pelos chapéus extravagantes das frequentadoras). A Madame Vintage tem alguns modelos de chapéus, feitos à mão. Passe na loja e confira: www.madamevintage.com.br/

O Royal Ascot é famoso pelos chapéus
extravagantes de suas frequentadoras.


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Belle Époque e Art Nouveau

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Novela das 6h traz de volta o romantismo da Belle Époque



"Lado a Lado" traz no figurino elementos
da Moda Belle Époque

Já falamos aqui sobre a Belle Époque e a Art Nouveau, estilo que vigorou desde o fim do século XIX até a Primeira Guerra Mundial, em 1914 (aqui no Brasil, até a semana de Arte Moderna de 1922), tanto na arte quanto na moda. A atual Novela das seis, "Lado a Lado", traz de volta todo o clima e o romantismo da moda dessa época, ambientada em meio a grandes ideias e inovações sociais, seja no Brasil, na Europa, ou nos restante das Américas.

Os autores se inspiraram em grandes figuras femininas do início do século XX, como Chiquinha Gonzaga, a escritora Nísia Floresta, a milionária Eufrásia Teixeira Leite, a escritora Júlia Lopes de Almeida, e Tia Ciata (baiana, cozinheira e mãe de santo), em meio ao surgimento do movimento feminista no país e o nascimento do samba. Essas figuras históricas servem de inspiração para as protagonistas Laura e Isabel, duas amigas em classes sociais opostas. A primeira (Marjorie Estiano) de família abastada, e a segunda (Camila Pitanga) pobre e filha de ex-escravo, moradora do Morro da Providência. Os ideais feministas são o grande tema do enredo.

As classes mais altas exibem muita renda,
bordados, babados, pérolas e camafeus,
típicos do estilo Belle Époque
Dentro desse contexto, a novela mostra todo o romantismo e beleza do figurino, especialmente com as personagens de classes mais altas, trazendo rendas, bordados, babados, pérolas, flores e camafeus, bem típicos da moda Belle Époque, trazida da Europa para o Brasil. Há um contraste com as vestimentas dos personagens pobres, com roupas mais rústicas e uma quantidade menor de adereços. Já os personagens do teatro, que são atores, vestem uma pequena variação do figurino de classes mais altas, mas com detalhes mais extravagantes, por se tratarem de figuras de uma classe artística, e portanto que usa roupas um pouco mais criativas. 

E você, gosta do estilo Belle Époque de "Lado a Lado"? Os elementos presentes no figurino, como camafeus, rendas, flores e pérolas são algo que a Madame Vintage tem de sobra. É uma maneira retrô e ao mesmo tempo moderna de usar os elementos Belle Époque: através dos acessórios. Com um look composto por peças modernas e alguns acessórios no estilo, você compõe um visual bem interessante. Passe na Madame e escolha o seu acessório: www.elo7.com.br/madamevintage. Boas compras e divirta-se!

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Belle Époque e Art Nouveau


Belle Époque (“Bela Época”, em francês) foi o período histórico e cultural europeu que começou no final do século XIX, e terminou com a Primeira Guerra Mundial, em 1914.  Essa expressão também serve para designar o clima intelectual e artístico desse período, marcado por profundas transformações culturais. Inovações facilitavam a vida em todos os níveis sociais, e havia efervescência cultural, com o surgimento do cinema, os cabarés e o cancan. A arte tomava novas formas com o impressionismo e a Art Nouveau. No Brasil, esse período começa com a Proclamação da República e tem fim na semana de arte moderna, em 1922.

O estilo chamado Art Nouveau foi típico da Belle Époque, e surgiu no final do século XIX, em reação ao uso abusivo de motivos clássicos ou tradicionais na arte. Em vez de se basear nessa arte clássica, a art nouveau valorizava os ornamentos, as cores vivas e as curvas sinuosas, inspiradas nas formas elegantes das plantas, dos animais e das mulheres. Essa arte é essencialmente decorativa, tendo como principais obras fachadas de edifícios, objetos de decoração, joias, vitrais e azulejos.

Na Madame Vintage, temos vários acessórios em estilo Art Nouveau, que lembram toda a beleza e elegância desse período histórico.  Confira em nossa loja: http://www.madamevintage.com.br/.