terça-feira, 22 de outubro de 2013

A história do chapéu

O chapéu é um acessório muito antigo, e além de proteger, identificava origem social, religião, nacionalidade e ideias políticas de seu dono. A palavra vem do latim, "cappa", "capucho", que significa peça usada para cobrir a cabeça. Há quem diga que surgiu na pré-história, no período neolítico, usado pelo homem para proteger do sol, do frio e da chuva. Era de palha ou de pele de animais. Era atribuído aos homens, responsáveis pela tribo ou clã. Depois, passou a existir diferenciações de níveis sociais: reis usavam coroas, os sacerdotes usavam mitra e os guerreiros elmo. No início, seria uma espécie de gorro feito de couro ou de tecido, em que os antigos turbantes já apareciam em cerca de 4.500 a.C. Em torno de 3.000 a.C., na Mesopotâmia, surgem modelos de chapéu intermediários entre elmo e capuz, que se transformam em modelo mais aprimorado por volta de 2.000 a.C. Nesse período, passa a ser um símbolo militar, sacerdotal, de dignidade e nobreza, no Antigo Egito. A mitra dos faraós tinha significado místico.

Além do antigo Egito, também se usava modelos ancestrais do chapéu na Babilônia e na Grécia, através do uso de faixas, que prendiam o cabelo e protegiam a cabeça. A faixa estreita, colocada em torno da copa dos chapéus modernos é remanescente desse tipo de adorno. Surgem, então, turbantes, tiaras e coroas, usados por nobres, sacerdotes e guerreiros, como símbolo de status social. Mas o modelo antigo mais próximo do atual é o Pétaso (petasus), usado por volta do ano 2.000 a.C.  É um modelo grego, de copa baixa a e abas largas, usados em viagens como forma de proteção. Feito de feltro macio ou de peles, era ajustável e podia ser retirado com facilidade; e perdurou na Europa por toda a Idade Média (476 a 1453). O pétaso foi exportado para Roma, graças aos atores de comédia latina, e ganhou sua versão romana, através do capucho. Mas o pétaso acabou mais restrito aos palcos do que ao uso rotineiro em Roma. 
O pétaso é um modelo grego e , dentre os antigos,
mais próximo do nosso atual.
 
Os romanos criaram também o capacete. Por volta do ano 1.000 a.C., os escravos romanos eram proibidos de usar chapéus. Mas quando eram libertados, passavam a adotar o pileu, uma espécie de barrete, um boné em forma de cone, com a ponta caída para o lado, em sinal de liberdade. Esse modelo foi revivido durante a Revolução Francesa, e rebatizado de "Bonnet Rouge", símbolo do Partido Republicano Francês. O capuz também foi muito usado durante a Idade Média.

Os chapéus como conhecemos hoje surgem a partir do século XIV, quando se tornam um acessório de moda, usados pelas classes nobres para expressar sua vaidade. Eles ganham uma função mais estética, e surge a cultura do chapéu. A partir da época da Renascença, o acessório adquire os mais variados formatos e passa a ser ricamente enfeitado. Nesta época, surgem também as boinas, na Itália.
 
Pileu.
Já o chapéu feminino teve uma trajetória diferente. Na Idade Média, as imposições religiosas obrigavam as mulheres a cobrir completamente os cabelos. Os véus de noiva e as mantillas das espanholas são um resquício dessa época. Para prender o véu, usava-se uma faixa sobre o queixo e outra sobre a testa. No final da Idade Média, as mulheres passam a usar armações de metal sob o véu. Por volta de 1500, passa-se a usar capuzes enfeitados com joias e bordados. Muitos outros tipos surgiram até o século XVIII, quando surgem as primeiras chapelarias (lojas especializadas) que utilizavam diversos materiais, como palha, tecido, e diferentes enfeites.
 
Na Idade Média, as mulheres usavam véus.
Com o tempo, passaram a usar armações de metal para prendê-lo.
Modelos de chapéus da Renascença.
Após a Revolução Francesa, surgiram os gorros de abas largas, com uma fita ou faixa usada para dar um nó no queixo. Eram confeccionados com diferentes materiais e enfeitados com plumas e adornos diversos. Por volta de 1860, esses gorros foram substituídos por chapéus de tecido, presos com grampos, e se tornaram muito populares. Nas primeiras décadas do século XX, os chapéus, masculinos e femininos, tiveram muitas variações de modelos. Por volta dos anos 1900, a etiqueta exigia de uma senhora que não saísse sem chapéu. Os chapéus das modistas eram peças únicas, trabalhadas à mão. Usar um chapéu de modelo único era sinônimo de riqueza. Na Belle Époque, as mulheres usavam chapéus enormes, ornamentados com plumas, flores, rosetas ou pássaros.
 
Na Belle Époque, uma senhora não saia sem chapéu.
O acessório passou a ser menos utilizado depois dos anos 40, especialmente nos países mais quentes. Mas continuou sendo um símbolo de proteção para a cabeça e ainda dá estilo e personalidade ao visual. Em muitos eventos formais, como os da família real britânica, ou mesmo as corridas de cavalos (turfe) em Jóquei Clubes e casamentos, o chapéu ainda é um acessório quase indispensável. Os eventos mais conhecidos pela variedade e extravagância de chapéus no turfe são o Kentecky Derby, nos EUA; e o Royal Ascot, na Inglaterra (famoso pelos chapéus extravagantes das frequentadoras). A Madame Vintage tem alguns modelos de chapéus, feitos à mão. Passe na loja e confira: www.madamevintage.com.br/

O Royal Ascot é famoso pelos chapéus
extravagantes de suas frequentadoras.


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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Dicas para usar o broche



No último post, falamos sobre a história do broche, e de como ele foi sinônimo de status. Quanto mais brilhante, mais rica a pessoa era. Agora, vamos dar dicas de como usar esse acessório charmoso. No outro post, citamos algumas celebridades por aí que andam usando o broche. Os looks das mocinhas trazem diferentes ideias de uso, em que muitas vezes a gente nem pensa.

A dançarina burlesca Dita Von Teese é fã do broche, especialmente os de estilo retrô. Ela tem o hábito de usá-lo na lapela mesmo, no decote ou na alça do vestido, e geralmente do lado esquerdo. Dita usa muito o broche em looks de festa, deixando a peça como o destaque da produção. Ela dispensa o uso de colares, pulseiras e brincos. É uma boa dica de uso, para não exagerar na produção. Afinal de contas, em uma festa de gala, quanto menos acessórios, mais elegante se fica. A dançarina também usa o broche em situações mais informais. Nesse caso, os modelos são divertidos, de florezinhas ou frutinhas; e ela também deixa as joias e outros acessórios em casa.

Dita von Teese não dispensa o broche,
destaque da produção em looks de festa.
Dita também usa broches coloridos em looks informais.
Assim como Dita, muita gente usa o broche no decote, especialmente se for profundo, ou ainda na gola da camisa, principalmente quando está fechada. Também dá para usar para prender um lenço ou xale, ou para usar vários broches juntos, formando um belo desenho na roupa. Michele Williams, Missy Pile e Anne Hathaway também apareceram usando o acessório na cintura, uma ótima ideia para animar aquele vestido antigo que toda garota tem no armário. Outro uso inusitado é o de Taylor Swift no Teen Choice Awards: no cabelo. 

Michele Williams e  Missy Pile usam o broche na cintura.

Taylor Swift usou o broche no cabelo.
Diferentes usos: no decote, na gola da camisa fechada,
Anne Hathaway com broche na cintura,
o acessório usado de maneira informal no moleton,
vários broches formando desenho.
Na verdade, há várias possibilidades de uso, como na bolsa, no chapéu ou no colar, por exemplo. É só usar a criatividade. Atualmente, o broche pode até ser usado pelos homens, sem nenhum problema. Gostou? Para entrar na moda, você também pode conferir nossos broches na Madame Vintage: www.madamevintage.com.br.


Broche: Um sinônimo de status e estilo

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Broche: Um sinônimo de status e estilo

Ao contrário do que muita gente pensa, o broche não saiu de moda. Não é à toa que algumas celebridades, especialmente as de estilo vintage/retrô, têm andado com o acessório por aí. A dançarina burlesca Dita Von Teese é uma que não dispensa o broche, que dá o toque final em suas produções. Além dela, Anne Hathaway, Taylor Swift, Michele Williams e Missy Pile também não ficam atrás, especialmente quando têm um evento de tapete vermelho. Cada uma delas usa o acessório à sua maneira, e falaremos das ideias de como usar em outro post.
O broche dá o toque final aos looks de Dita von Teese.
Michele Williams e Missy Pile não dispensam o acessório no tapete vermelho.

Durante muito tempo enquadrado na categoria joia, o broche foi sinônimo de status social. Quanto mais brilhante o broche, mas rica a dona (ou dono). Você conhece a história desse acessório? Quando surgiu, no fim da Idade do Bronze, 1.000 a.C., na Europa Central, ele era muito parecido com um alfinete de fraldas. Ele era usado para fixar o vestuário e adornos, e seu nome era fíbula. A fíbula era amplamente usada pelos gregos, e tinha papel essencial na vestimenta. Afinal de contas, tratava-se de uma grande peça de tecido retangular, fixado na parte superior pela fíbula. O cinto era um item opcional. As fíbulas gregas geralmente era bem ornamentadas, muitas vezes com figura de animais.



Antiga fíbula e traje grego.
A peça também era usada por persas e etruscos. Os romanos adotaram a fíbula grega, e a usaram em larga escala. Em Roma, o modelo mais comum era  na forma de "T", que teve grande importância no primeiros séculos. Com as conquistas romanas de territórios, a fíbula se difundiu pelo norte da Europa. Os gregos e romanos também usavam medalhões com pinos, que normalmente fixavam a capa. Eram frequentemente decorados com pedrarias. Outros povos como anglo-saxões, escandinavos e francos também usavam a fíbula, e cada um deles tinha um estilo diferente. Na Idade Média, a fíbula romana já havia caído em desuso, dando lugar a broches ornamentados e cheios de simbologia. Com a introdução e difusão do cristianismo, começam a surgir broches em forma de cruz, com evidente influência carolíngia e bizantina. A peça continuou a ser usada durante toda a Idade Média.

Novas técnicas de aperfeiçoamento foram surgindo, e na Renascença, o uso de joias se espalhou por toda a Europa. O broche virou artigo de luxo, decorado com gemas coloridas, pérolas e diamantes, ou associado ao camafeu. Reis e nobres competiam para ver que se ornamentava mais com joias, e os broches foram protagonistas nessa competição. No período barroco, o estilo dominante era o da flora, e as peças enfeitavam chapéus masculinos e mangas, corpetes, cabelos e vestidos. Ao longo do tempo, os broches continuaram a ser usados, e nos dias de hoje, parece que é coisa da vovó. Mas não é. Continua sendo um toque charmoso no look. Há vários tipos e estilos, como pedraria, flores e camafeus. E aí? Gostou? Na Madame Vintage, você encontra tipos diferentes de broches. Confira e escolha o seu: www.madamevintage.com.br.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Novela das 6h traz de volta o romantismo da Belle Époque



"Lado a Lado" traz no figurino elementos
da Moda Belle Époque

Já falamos aqui sobre a Belle Époque e a Art Nouveau, estilo que vigorou desde o fim do século XIX até a Primeira Guerra Mundial, em 1914 (aqui no Brasil, até a semana de Arte Moderna de 1922), tanto na arte quanto na moda. A atual Novela das seis, "Lado a Lado", traz de volta todo o clima e o romantismo da moda dessa época, ambientada em meio a grandes ideias e inovações sociais, seja no Brasil, na Europa, ou nos restante das Américas.

Os autores se inspiraram em grandes figuras femininas do início do século XX, como Chiquinha Gonzaga, a escritora Nísia Floresta, a milionária Eufrásia Teixeira Leite, a escritora Júlia Lopes de Almeida, e Tia Ciata (baiana, cozinheira e mãe de santo), em meio ao surgimento do movimento feminista no país e o nascimento do samba. Essas figuras históricas servem de inspiração para as protagonistas Laura e Isabel, duas amigas em classes sociais opostas. A primeira (Marjorie Estiano) de família abastada, e a segunda (Camila Pitanga) pobre e filha de ex-escravo, moradora do Morro da Providência. Os ideais feministas são o grande tema do enredo.

As classes mais altas exibem muita renda,
bordados, babados, pérolas e camafeus,
típicos do estilo Belle Époque
Dentro desse contexto, a novela mostra todo o romantismo e beleza do figurino, especialmente com as personagens de classes mais altas, trazendo rendas, bordados, babados, pérolas, flores e camafeus, bem típicos da moda Belle Époque, trazida da Europa para o Brasil. Há um contraste com as vestimentas dos personagens pobres, com roupas mais rústicas e uma quantidade menor de adereços. Já os personagens do teatro, que são atores, vestem uma pequena variação do figurino de classes mais altas, mas com detalhes mais extravagantes, por se tratarem de figuras de uma classe artística, e portanto que usa roupas um pouco mais criativas. 

E você, gosta do estilo Belle Époque de "Lado a Lado"? Os elementos presentes no figurino, como camafeus, rendas, flores e pérolas são algo que a Madame Vintage tem de sobra. É uma maneira retrô e ao mesmo tempo moderna de usar os elementos Belle Époque: através dos acessórios. Com um look composto por peças modernas e alguns acessórios no estilo, você compõe um visual bem interessante. Passe na Madame e escolha o seu acessório: www.elo7.com.br/madamevintage. Boas compras e divirta-se!

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Moda Náutica e fundo do mar



O estilo náutico é um clássico da moda, eternizado por Coco Chanel.

Uma das tendências para o verão é o estilo náutico, juntamente com referências ao fundo do mar e à praia. Esses foram alguns dos elementos da edição de verão 2013 do Fashion Rio, que revela o que deve estar nas vitrines e nas ruas na próxima estação. No que diz respeito à praia, valem estampas tropicais, cores que lembram a praia e o por- do-sol (areia, azul, verde, vermelho, laranja, amarelo, coral, branco), ou coqueiros, só para citar alguns exemplos. Em relação às referências ao fundo do mar, valem, além das cores, cavalos marinhos, conchas, peixes e todo o tipo de elementos ligados ao mar.

Mas o náutico não é um estilo novo. Você conhece? O estilo Náutico, também conhecido como Navy (Marinha em inglês), é um clássico da moda. Ele foi eternizado por Coco Chanel, nos anos 1920, e se tornou um símbolo de elegância, sendo difundido por estilistas como Jean Paul Gaultier e Emilio Pucci. O estilo reapareceu ainda nos anos 50 e 80, mas sempre volta às passarelas, e nunca saiu realmente de moda. Por isso mesmo, é considerado um clássico. E diga-se de passagem, tem tudo a ver com o estilo pin up.

Trata-se de um estilo que tem características da vida no mar, e tem tudo a ver com os antigos uniformes dos marinheiros. Aliás, as roupas foram criadas por Chanel para que as mulheres pudessem acompanhar seus maridos ao mar, especialmente nas provas de iatismo. A própria Chanel usava peças no estilo Navy para passar férias no balneário francês. Mas a estilista se inspirou em uma moda um pouco mais antiga. No fim do século XIX, a rainha Vitória, da Inglaterra, ao passar férias com seus filhos, decidiu vesti-los com réplicas dos uniformes dos marinheiros, criando assim uma moda Navy infantil, usada pelas crianças nas férias.

O estilo Náutico também foi eternizado no cinema, em filmes como “Marujos do Amor”, de 1945, com Gene Kelly e Frank Sinatra; e “Cinderela em Paris”, de 1957, com Audrey Hepburn e Fred Astaire. As celebridades da época contribuíram para o sucesso do estilo, especialmente nos anos 50. Mas afinal, que elementos constituem o  Navy? Listras, cordas, acessórios ligados ao mar (âncora, ou leme, por exemplo), nós, golas de marinheiro, roupas de cintura alta e de alfaiataria. Não se pode esquecer as marcantes cores do estilo: branco, azul marinho e vermelho. O preto também marca presença, junto aos acessórios dourados. E aí, gostou? A Madame Vintage também tem peças no estilo Navy e com referências ao fundo do mar. Confira: www.elo7.com.br/madamevintage

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